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Diretoria do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense se reúne para debater demissões no Itaú e Bradesco

Nesta quinta-feira, 2 de março, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), se reuniu na sede da entidade, em Duque de Caxias, para discutir e debater sobre o alto número de demissões que vem ocorrendo nos bancos Itaú e Bradesco.

Somente de ontem, quarta-feira (1), para hoje, foram 5 funcionários do Itaú e 2 do Bradesco, demitidos.

Além disso, há informações de que 4 agências do Bradesco e 3 do Itaú, terão suas atividades encerradas, neste mês de março, só na Baixada Fluminense.

O Sindicato está traçando estratégias para frear as demissões, já que entende que os bancos têm lucros exorbitantes e tem condições de manter, tanto os funcionários em seus quadros, quanto agências abertas e funcionando.

A Coordenação Geral do Sindicato entende que, com menos bancárias e bancários, maiores são as filas e mais casos de adoecimento na categoria irão aparecer, já que a demanda existente, irá aumentar.

IMPORTANTE

É fundamental que bancárias e bancários, logo que sejam informados de suas demissões, procurem imediatamente atendimento no Sindicato.

Fonte: SEEB Baixada Fluminense (RJ)

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Sindicato dos Bancários/ES faz grande reportagem sobre os indígenas Tupinikim e Guarani

O Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), realizou grande reportagem sobre a história de lutas dos povos indígenas Tupinikim e Guarani.

O Diretor de Relações Intersindicais da Fetraf RJ/ES e Diretor de Relações Sociais e Sindicais do Sindicato dos Bancários/ES, Idelmar Casagrande, visitou os lugares citados na matéria e contribuiu com a reportagem.

Confira na íntegra:

Da sede da Associação Indígena Tupinikim e Guarani (AITG), em Caieiras Velha, Aracruz, até a aldeia Areal são 20 km. Ali há um flagrante de crime ambiental, mas essa história de luta contra os predadores capitalistas começa algumas décadas antes. Parte do trajeto até a aldeia Areal é feito em estrada de chão, em meio a uma cordilheira de eucaliptos. Os eucaliptais, presentes em grande parte do litoral norte capixaba, margeiam os 18.070 hectares das Terras Indígenas Tupinikim e Guarani. Sitiados pelo chamado deserto verde, cerca de 4.300 indígenas Tupinikim e Guarani, divididos em 12 aldeias (sete Tupinikim, quatro Guarani e uma mista), tentam sobreviver aos impactos da monocultura do eucalipto e de outras ameaças.

O silêncio sepulcral do deserto verde é um aviso de que ali não há mais diversidade. Paulo Tupiniquim, coordenador-geral da Apoinme (Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo), quebra o silêncio. “Quando saiu a homologação das nossas terras, em 2010, a Aracruz Celulose condicionou sua saída à retirada dos eucaliptos que estavam plantados. Levaram o que puderam. Deixaram os tocos fincados no chão para trás, o que dificultou e segue dificultando a recuperação dessas terras dizimadas pela monocultura do eucalipto”, protesta Paulo.

A vizinha indesejada, que no início da operação no Espírito Santo, em 1967, respondia por Aracruz Celulose, foi incorporada em 2009 pela Votorantim Papel e Celulose (VCP), e passou a se chamar Fibria, em 2009. Dez anos depois, a Suzano Papel e Celulose anunciou uma fusão com a Fibria numa operação de 65 bilhões de reais. Ao longo das últimas seis décadas os vizinhos só mudaram de nome, mas a sanha para acumular lucro à custa da destruição ambiental sempre esteve no DNA das três empresas que exploram a monocultura do eucalipto no Espírito Santo e em outros estados brasileiros.

As gigantes da celulose sempre consideraram os indígenas um estorvo para expansão dos negócios. Paulo Tupiniquim diz que a demarcação das terras foi uma conquista marcada por muita resistência e luta. A homologação definitiva das terras foi oficializada em novembro de 2010, mas desde a década de 1970 os indígenas Tupinikim, com o reforço dos Guarani, que migraram para o Espírito Santo nessa época, iniciaram as primeiras autodemarcações para a retomada do território invadido pela Aracruz Celulose e outros empreendimentos.

Autodemarcações

Paulo Tupiniquim

“Eu estive na luta pela autodemarcação de 1998. Aos poucos, a cada nova autodemarcação, íamos recuperando parte de nossas terras. Na de 1998, conquistamos 2.568 hectares, que se somaram aos 4.492 hectares reconhecidos pelo Governo Federal em 1982”, recorda Paulo Tupiniquim. Na demarcação de 2007, ocasião em que foram autodemarcados mais 11 mil hectares, totalizando os 18.070 hectares que seriam homologados em 2010, Paulo já era uma liderança reconhecida. Depois de se engajar na luta, Paulo foi convidado para representar os indígenas Tupinikim e Guarani num encontro nacional em Alagoas ocorrido em 1998. “Acho que gostaram da minha fala”, brinca. Em 2002, ele voltaria a representar os indígenas do Nordeste e Espírito Santo num encontro internacional no Canadá.

O hoje coordenador-geral da Apoinme conta que foi despertado para a luta do seu povo tardiamente. “Como sai da terra indígena muito criança, fiquei afastado da nossa cultura, sem entender muito bem minhas origens. Estávamos morando em Vila Velha durante a luta pela autodemarcação de 1982. Meu pai estava acompanhando o noticiário pela televisão e disse inconformado: ‘Meus parentes estão lá lutando por terra e eu aqui’. Aquela frase não saiu mais da minha cabeça. Foi ali que comecei a entender minhas raízes. Logo depois desse episódio, meu pai se separou da minha mãe, uma mulher negra nascida em Minas Gerais”, diz apontando para sua pele em menção a miscigenação. “Após a separação, ele decidiu voltar para Aracruz. Fui atrás do meu pai e nunca mais sai daqui”.

Para além do deserto verde

A cobiça pelas terras indígenas das gigantes da celulose é histórica e permanente, mas Paulo Tupiniquim enumera ao menos 38 empreendimentos, públicos e privados, localizados dentro e no entorno das terras indígenas, que causam impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais, diretos ou indiretos, para a comunidade indígena de Aracruz. Paulo Tupiniquim, que também se identifica como Pyatã (do Tupy antigo: forte, rijo, duro, vigoroso), lista as principais ameaças. “Temos duas rodovias estaduais (ES -010 e ES 456), torres de transmissão de alta voltagem e os gasodutos [da Lagoa Parda-Vitória] cortando nossas terras. Tem ainda a linha férrea da Vale, que compromete cerca de 40 hectares da reserva, provocando impactos diretos à TI Comboios e indiretos ao restante do território”, denuncia.

Os invasores, segundo ele, vêm causando graves danos ambientais há décadas. Paulo Tupiniquim destaca a Estação de Tratamento de Esgoto da Cesan (ETE-Coqueiral) e o aterro sanitário da Brasil Ambiental, empresa do grupo Ambitec. Ele acrescenta ainda as operações portuárias de grande escala no entorno da reserva, no litoral de Aracruz: Portocel – maior porto de celulose do Brasil e um dos maiores do mundo; Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), que escoa GLP (gás de cozinha) e C5 (combustível usado na indústria petroquímica) e o Imetame, porto ainda está em fase de construção que deverá receber navios de grande calado para movimentar, inicialmente, mais de 300 mil contêineres/ano. O estaleiro Jurong, que produz navios e plataformas de petróleo, se junta às atividades portuárias que provocam danos ambientais às populações indígenas e aos pescadores artesanais das localidades de Barra do Sahy e de Barra do Riacho.

Aterro sanitário

No caminho de eucaliptos que leva à aldeia Areal, placas ao longo da estrada alertam que por ali passam gasodutos da Transpetro. “Isso é um risco permanente”, adverte Paulo Tupiniquim. Idelmar Casagrande, diretor de Relações Sociais e Sindicais do Sindicato dos Bancários/ES, recorda a tragédia ocorrida em 1984 no Litoral Sul de São Paulo. “À ocasião, a explosão dos gasodutos da Petrobras matou 93 moradores na favela de Vila Socó, em Cubatão”, lamenta Idelmar.

No aterro sanitário na aldeia de Areal, o lixo é acumulado em platôs gramados (Foto: Sérgio Cardoso)

Enquanto Idelmar acaba de recordar a tragédia de Vila Socó, já é possível avistar, nos limites da aldeia de Areal, um platô gramado sobre o outro – semelhante às estruturas das barragens de rejeito de minério, mas em  escala menor. Respiradores (espécie de chaminés) por onde saem os gases do lixo enterrado, completam a paisagem do aterro sanitário. “Toda essa ponta do aterro está dentro da terra indígena”, aponta Paulo (confira a área invadida no mapa abaixo). Ele completa: “A operação afeta diretamente o córrego Marobá, um dos principais afluentes do Rio Guaxindiba”. Ele estima que a Brasil Ambiental, que faz a gestão do aterro, está invadindo cerca de 100 hectares das terras demarcadas.

Tão logo o drone decola para fazer as imagens que a nossa vista não alcança, em meio a um frenético tráfego de caminhões de lixo que chegam e saem do aterro, o segurança da Brasil Ambiental questiona a presença da reportagem no local. Paulo se antecipa e responde: “Eu sou Paulo Tupiniquim, da aldeia Caieiras Velha, e viemos fazer imagens das terras indígenas. Por quê?”, questiona Paulo, encurtando a curiosidade do segurança”. Enquanto o segurança se afasta, o drone capta as imagens do lixão em plena atividade, desvelando as cenas de caminhões descarregando toneladas de lixo que os platôs gramados tentam esconder.

Área invadida está mapeada

Uma tese de doutorado em Ciências Sociais de Claudio Ernani Litig (PUC-SP) estudou os impactos sociais, econômicos e ambientais desses empreendimentos na Terra Indígena Tupinikim e Guarani. O pesquisador analisa detidamente os impactos do aterro da Brasil Ambiental, que funciona dentro da terra indígena (mapa abaixo).

“Pela proximidade do aterro sanitário, a aldeia Areal sofre com o odor, com a presença de moscas e muita poeira causada pelo tráfego intenso de caminhões nas estradas, dentro da terra indígena, que leva ao aterro sanitário. Considerando as diversidades de resíduos (classes I, II e III), que são depositados no aterro sanitário, os riscos de contaminação do meio ambiente são muito grandes, de forma muito especial em relação à localização deste aterro, pois um acidente por infiltração nas lagoas de estabilização e secagem ou no sistema de tratamento de chorume afetaria todas as aldeias”, alertou Litig na dissertação concluída em 2016.

Seis anos depois, a situação do aterro sanitário parece estar inalterada. Segundo Paulo Tupiniquim, as operações do aterro seguem a todo vapor. “Não temos conhecimento do estudo de Impacto Ambiental (EIA) das operações do aterro ou tampouco o Estudo de Componente Indígena (ECI), se é que existem. É urgente também que a empresa indenize os povos indígenas pelo uso das terras demarcadas por todos esses anos. Como os estudos têm alertado, o aterro já causou danos ambientais incalculáveis às nossas reservas de água”, afirma Paulo Tupiniquim.

“Pinicão” da Cesan dentro da aldeia

ETE da Cesan polui o rio Piraqueaçu, traz mal cheiro e mosquitos para aldeias vizinhas

Não bastassem os ataques ambientais que partem dos empreendimentos privados, as lideranças indígenas denunciam que as empresas públicas também têm causado danos às suas terras. A Estação de Tratamento de Esgoto da Cesan (ETE-Coqueiral), apelidada de “pinicão”, é acusada de despejar esgoto in natura nas águas do rio Piraqueaçu, além de causar outros danos à comunidade indígena da aldeia, que é vizinha da ETE.

 

O cacique Peru Guarani, há 20 anos chefiando a aldeia Piraqueaçu, conta que a ETE funciona no local há mais de 40 anos. “A ETE foi criada especialmente para receber o esgoto do bairro Coqueiral”. A Aracruz Celulose, conta Peru Guarani, construiu cerca de mil casas para os funcionários que vinham trabalhar na empresa que estava expandindo suas operações nas décadas de 1970 e 1980. “Estão aqui todo esse tempo, mas nunca compensaram as comunidades indígenas pelos danos ambientais causados”. O cacique conta que há cerca de 20 anos uma criança Guarani morreu afogada em uma das lagoas.

Em sua tese, Litig explica que o Decreto Municipal nº 2.689 (13/06/1986) autorizou a empresa de Serviço de Água e Esgoto de Aracruz (SAAE) a iniciar as operações dentro da terra indígena (conforme aponta o mapa abaixo). A Cesan assumiu a gestão da ETE em 2020, mas Peru Guarani diz que nada mudou. “Havia esse mesmo abandono na gestão da SAAE, que agora se repete com a Cesan”. O cacique conta que aconteceram algumas reuniões com a Cesan para tentar buscar soluções para o problema, mas ele diz que não houve avanços nas tratativas. “Conseguimos apenas colocar dois indígenas da nossa aldeia para cuidar minimamente do espaço. Eles fazem o básico, como dar uma roçada no mato e desobstruir a entrada do esgoto. Mas isso não vai resolver. Queremos uma solução definitiva. E a solução é a desativação do pinicão”, crava.

Coliformes fecais

Uma análise do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), segundo os estudos de Litig, apontou que as águas nas proximidades da ETE apresentavam índices elevados de coliformes fecais, tornando a água imprópria para o uso humano. Peru Guarani explica que as 15 famílias que moram na aldeia, cerca de 70 pessoas, não podem mais usar a água dos poços artesianos nem mesmo para irrigar as hortas. “O cheiro que vem da ETE é sempre muito ruim. Nossas galinhas, por exemplo, quando entram na ETE para beber água, acabam adoecendo e morrendo”. O cacique adverte que todo esse esgoto, sem nenhum tratamento, é lançado no rio Piraqueaçu, prejudicando a pesca.

Cacique Peru Guarani denuncia o esgoto in natura jogado diretamente no rio Piraqueaçu pela Estação de Tratamento da Cesan (Foto: Sérgio Cardoso)

Na beira do Piraqueaçu, onde desembocam os canos de esgoto, uma placa da Cesan informa: “efluentes tratados”. “Pode ver”, diz Peru Guarani, apontando os canos de esgoto. “Não tem nada sendo tratado, do jeito que o esgoto vem da estação é despejado no rio”, denuncia.

Peixe grande

O nome do rio Piraqueaçu, que significa peixe grande, hoje em dia parece mais história de pescador. “A poluição está afastando os peixes do rio e outras espécies típicas dos manguezais”, lamenta o cacique. Peru Guarani insiste que o problema ambiental só se resolve com a saída da ETE-Coqueiral das terras indígenas. O cacique acrescenta que boa parte dos indígenas da Piraqueaçu está envolvida em atividades etnoturismo desenvolvidas na área da aldeia. As visitas monitoradas, previamente agendadas, são hoje a principal fonte de renda dos indígenas da aldeia Piraqueaçu.

Um dos maiores manguezais em risco

A bacia hidrográfica do rio Piraqueaçu possui uma extensão de 65 km e abriga um dos maiores manguezais do Brasil.  Um estudo etnoambiental feito em 2009 pela Associação Nacional de Ações Indigenistas (Anai) apontou que esse patrimônio ecológico há anos vem sendo atacado por empreendimentos da região. Segundo a Anaí, de cada 100 ostras coletadas no rio Piraqueaçu, 20 estavam vazias ou com os moluscos mortos. O estudo também apontou a baixa diversidade de peixes e caranguejos. O levantamento concluiu ainda que os problemas estavam diretamente relacionados à contaminação da água pluvial, considerando que o mangue funciona como filtro biológico. O rio, ainda segundo o estudo, também recebe produtos químicos utilizados na monocultura do eucalipto.

Sindicato apoia luta indígena

Diretor de Relações Sociais e Sindicais do Sindicato dos Bancários/ES, Idelmar Casagrande afirma que a tragédia humanitária dos Yanomami, que chocou o país e a comunidade internacional, trouxe novamente à tona as violações de toda a ordem que os povos indígenas ainda sofrem no Brasil. “Neste momento, a prioridade é salvar os Yanomami e erradicar o garimpo da terra indígena, ações que estão sendo executadas pelo Governo Federal. Essa tragédia mobilizou a maioria dos brasileiros porque houve o entendimento de que todos nós, de alguma maneira, somos corresponsáveis pela crise Yanomami. Quando voltamos o nosso olhar para o nosso Estado, percebemos que a situação dos indígenas Tupinikim e Guarani também é grave. Não como a situação dos Yanomami, mas aqui também há violações históricas dos direitos dos povos indígenas com impactos ambientais, sociais, econômicos e culturais. Conferimos in loco as denúncias envolvendo empreendimentos que atuam dentro e no entorno da reserva. Mesmo depois da homologação das terras, esses agentes seguem causando danos às comunidades e aos territórios indígenas”, afirma o dirigente.

Idelmar diz que é muito importante usar os meios de comunicação do Sindicato para levar ao conhecimento da categoria bancária as violações contra os Tupinikim e Guarani no Espírito Santo. “Lamentavelmente, no dia a dia, as violações aos povos indígenas não pautam a chamada grande imprensa. A ampla cobertura da tragédia Yanomami foi pontual porque o assunto ganhou grande repercussão. Houve também mais apelo acerca do genocídio Yanomami porque os crimes cometidos contra os indígenas podem, e devem, responsabilizar diretamente Bolsonaro”, analisa.

O dirigente afirma que o Sindicato continuará repercutindo em seus canais, como historicamente sempre fez, assuntos relacionados aos indígenas, à saúde, à educação, à cultura e a outras pautas identitárias que dialoguem com a classe trabalhadora. “Vamos seguir acompanhando o desdobramento das violações denunciadas pelos Tupinikim e Guarani para assegurar lugar de fala aos indígenas”, conclui Idelmar.

Esperança

Paulo Tupiniquim concorda com Idelmar de que a prioridade agora é a crise humanitária Yanomami. “A situação dos nossos parentes Yanomami é gravíssima e eles precisam receber toda atenção para evitar que mais mortes ocorram. Mas, ao mesmo tempo, os indígenas que vivem no Espírito Santo e em outras regiões do Brasil também precisam receber a devida atenção do Poder Público. Não como a mesma intensidade e gravidade dos parentes Yanomami, mas também enfrentamos problemas semelhantes. No nosso caso, temos todos esses empreendimentos que também estão dizimando a população Tupinikim e Guarani no Espírito Santo”.

Ele acrescenta que as comunidades indígenas de todo o país precisam ficar atentas com as perspectivas que se criam com o governo Lula. “Temos hoje nossos parentes ocupando cadeiras dentro do governo, no Ministério dos Povos Indígenas, com Sônia Guajajara; na Funai, com Joenia Wapichana;  e na Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena], com Weibe Tapeba. Acreditamos que junto com eles vamos trazer uma nova esperança para as populações indígenas do Espírito Santo e do Brasil”, projeta Paulo Tupiniquim.

Cesan nega poluição

O chefe da Divisão de Tratamento Norte da Cesan, Rafael Bessa Alves, nega que a ETE-Coqueiral esteja lançando efluentes in natura nas águas do Piraqueaçu. Alves explica que o esgoto é tratado pelo sistema anaeróbio a partir de lagoas. O representante da Cesan garante que a empresa faz monitoramento regularmente dos lançamentos feitos pela ETE e envia semestralmente relatórios ao Ibama, pelo fato de a ETE estar em terras indígenas sob jurisdição federal. Segundo Alves, a ETE tem removido, em média, 85% da carga orgânica de esgoto, que seriam índices seguros para o rio e outros mananciais hídricos.

O técnico informou ainda que, por exigência do Ibama, a Cesan está monitorando a qualidade da água em nove poços próximos à lagoa, que também, segundo ele, estão livres de poluição. Embora a ETE tenha sido planejada há quase 40 anos, Alves nega que sua capacidade de tratamento esteja aquém da demanda. Ele diz que a capacidade da estação permite tratar 40 litros de esgoto por segundo, mas que atualmente a ETE recebe cerca de 14 litros/segundo.

Alves disse também que existe um planejamento para a Cesan desativar a estação, justamente por estar dentro da terra indígena. Ele inclusive informou que há uma demanda do Ibama neste sentido. O técnico não soube precisar uma data específica para a desativação da ETE, mas o planejamento prevê o encerramento das atividades entre 2025 e 2026. O chefe da Divisão de Tratamento Norte da Cesan também reconheceu que a ETE precisa de melhorias no cercamento da área.

A reportagem entrou em contato com a Brasil Ambiental em Aracruz, mas não conseguiu comunicação. Informamos que o espaço continua aberto para a empresa manifestar sua versão sobre os fatos apresentados nesta reportagem.

Foi feito contato também com a Assessoria de Comunicação da Funai, em Brasília, para ouvir o coordenador técnico da Funai em Aracruz, mas não tivemos retorno até a publicação da reportagem. O espaço está à disposição para manifestação.

Fonte: SindiBancários/ES

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Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense visita agências e constata irregularidades

Na última segunda-feira, 27 de fevereiro, em visitas de rotina realizadas pelo Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), nas agências bancárias localizadas em Miguel Couto, em Nova Iguaçu, foram identificadas irregularidades nos bancos Bradesco e Itaú.

Os Coordenadores-Gerais Pedro Batista e Renata Soeiro, durante as visitas, constataram que as agências citadas possuíam problemas referentes ao ar condicionado.

No Banco Bradesco, o problema estava na parte interna da agência, na retaguarda, exclusiva para funcionários e funcionárias.

Já no Banco Itaú, o problema era geral. Tanto clientes, quanto funcionários, sofriam com a falta de manutenção e funcionamento do aparelho de ar condicionado.

O Sindicato cobrou uma posição, e foi informado que já foi solicitada uma reparação para solucionar os problemas apresentados.

Até o fim da semana, o Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense irá voltar nas agências, para ver se os problemas foram solucionados.

Fonte: SEEB Baixada Fluminense (RJ)

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Fetraf RJ/ES realiza Sistema Diretivo nesta terça (28)

Nesta terça-feira, 28 de fevereiro, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES) realizou Sistema Diretivo que contou com a participação de representantes dos sete sindicatos filiados: Angra dos Reis e Região, Baixada Fluminense, Espírito Santo, Itaperuna e Região, Macaé e Região, Nova Friburgo e Região, Três Rios e Região.

É a primeira vez que a modalidade híbrida (on-line e presencial) é utilizada para a realização do Sistema Diretivo. Com uma estrutura de transmissão disponibilizada pela Federação, diretoras e diretores de Sindicatos distantes, ou que não puderam estar presentes, também participaram, virtualmente, da reunião.

Foi o quarto Sistema Diretivo da nova gestão da Fetraf RJ/ES, realizado no auditório da entidade, localizada no Centro do Rio de Janeiro.

Confira as fotos:

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Sindicato dos Bancários de Macaé e Região obtém vitória histórica

O Sindicato dos Bancários de Macaé e Região, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), conseguiu uma vitória histórica para os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil, associados Cassi: a Unimed Macaé finalmente, após anos e anos de muita luta e negociação do movimento sindical, credenciou o convênio para atendimento internação e emergência aos usuários e seus dependentes.

ENTENDA

Desde julho de 2021, o Sindicato vinha lutando para que a Cassi fosse credenciada junto ao Hospital da Unimed de Macaé (RJ) para o atendimento dos bancários e seus dependentes.

Essa luta finalmente terminou e, graças ao empenho dos envolvidos, finalmente a Unimed Macaé passa a atender aos usuários da Cassi. Uma conquista inédita e histórica.

Até então, a Cassi, em toda região, não possuía nenhuma rede hospitalar que atendesse seus usuários. Quem precisava de atendimento, era obrigado a se deslocar para outras cidades vizinhas, como: Friburgo, Itaperuna, Cabo Frio, Campos, etc.

Agora, os funcionários do Banco do Brasil podem ser atendidos no Hospital da Unimed de Macaé, localizado na Rua Tenente Coronel Amado, 401 – Centro.

O hospital realiza atendimentos adultos e pediátricos, internações clínicas e cirúrgicas, atendimento de urgência e emergência, incluindo ginecologia e obstetrícia.

IMPORTANTE

O credenciamento é apenas para a Unimed Macaé-RJ (Unimed Costa do Sol), e não para toda rede Unimed.

LUTA SINDICAL

Foram mais de 20 anos de negociação e luta para que essa conquista histórica acontecesse.

Em meados de 2021, no auge da pandemia de Covid-19, infelizmente, um funcionário do Banco do Brasil foi acometido pelo vírus e, por não termos hospital credenciado para atendimento, foi transferido às pressas para um hospital credenciado Cassi, na cidade do Rio de Janeiro. Esse fato delicado deu a dimensão da gravidade da situação e a relevante importância de se ter um hospital credenciado na base do SEEB Macaé. Foi aí que o Sindicato dos Bancários de Macaé comprou pra valer a briga: para que fatos como esses não mais ocorressem por falta de hospitais credenciados.

A Fetraf RJ/ES também participou do processo. Danilo Funke, Diretor de Bancos Federais da entidade, Diretor do Sindicato, funcionário do banco e associado Cassi, foi um dos que participaram ativamente da construção deste projeto.

Paulo Alves, Presidente do Sindicato dos Bancários de Macaé e Região, destacou a importância da direção da Cassi em todo o processo, e agradeceu: “foi um trabalho em conjunto. Queria agradecer a direção da Cassi que participou das negociações, das conversas. Em especial ao Presidente, Clóvis de Castro Júnior, ao Diretor de Administração e Finanças, Hugo Pena Brandão, ao Diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes, Carlos Emílio Flesch e ao Diretor de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento, Fernando Amaral Baptista Filho. Não faltou empenho para que esta conquista se realizasse. Juntos somos fortes!”, declarou.

*com informações do SEEB Macaé e Região

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Funcionário do Bradesco da base do Sindicato dos Bancários de Macaé e Região é reintegrado

Um bancário do Banco Bradesco, da base do Sindicato dos Bancários de Macaé e Região, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), foi reintegrado nesta quinta-feira, 16 de fevereiro.

O bancário, no momento de sua demissão, estava acometido com doença ocupacional.

“Esta é mais uma vitória da classe trabalhadora. Neste caso específico, o trabalhador bancário foi demitido injustamente pelo banco. Então, foi uma injustiça que foi devidamente reparada. É importante que os trabalhadores e as trabalhadores busquem sempre o apoio do Sindicato, que estará sempre pronto a prestar o atendimento adequado nessas situações”, comentou Paulo Alves, Presidente do Sindicato.

*com informações do SEEB Macaé e Região

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Sindicato dos Bancários de Três Rios e Região reintegra bancária do Itaú

Nesta quinta-feira, 16 de fevereiro, o Sindicato dos Bancários de Três Rios e Região, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), reintegrou mais uma funcionária do Banco Itaú.

A bancária estava grávida (com 6 semana de gestação) quando foi demitida. Mas, conforme o Artigo 391-A da CLT, é garantida a estabilidade gestante à empregada que fica grávida, ainda que durante o aviso prévio.

A decisão foi do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região que, além de declarar nula a dispensa da funcionária, condenou o banco ao pagamento de indenização.

*com informações do SEEB Três Rios e Região

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Sindicatos dos Bancários fazem atos contra juros altos do Banco Central

Nesta terça-feira, dia 14 de fevereiro, a Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES) e Sindicatos dos Bancários filiados, realizaram ato contra os juros altos impostos pelo Banco Central (BC), na frente da sede do banco, na Avenida Presidente Vargas, centro do Rio de Janeiro.

Os atos foram organizados pela CUT, outras centrais, Comando Nacional dos Bancários, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e outras entidades.

Os juros altos, além de frearem o nível de atividade econômica, inibem o investimento produtivo, e, consequentemente, emprego e renda também.

Atualmente, a Selic, taxa básica, está em 13,75%, a mais alta do mundo, e o BC sinaliza que a manterá nesses patamares elevados pelo menos até dezembro.

O atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, fez campanha para o governo Bolsonaro e também estava em grupos de WhatsApp dos ministros do ex-presidente.

Nilton Damião Esperança, Presidente da Fetraf RJ/ES, comentou a importância do ato: “a manifestação de hoje demonstra que a nossa Federação está unida e disposta a lutar incansavelmente pelos direitos dos mais humildes e da classe trabalhadora.”

As mobilizações também ocorreram no ambiente on-line. No Twitter, a hashtag #JurosBaixosJá ficou entre os assuntos mais comentados.

*Confira mais fotos em nossas redes sociais

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Sindicatos filiados à Fetraf RJ/ES se reúnem com Regional do Bradesco

Na manhã desta quarta-feira, 8 de fevereiro, os Sindicatos dos Bancários de Itaperuna e Região, Macaé e Região e Nova Friburgo e Região, filiados à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), se reuniram com representantes da Gerência Regional Nova Friburgo, do Banco Bradesco.

O encontro ocorreu em Nova Friburgo e contou com a presença de Hudson Bretas e Antonio Moreira (Itaperuna), Paulo Alves e Renato Carvalho (Macaé), Gabriel Velloso, Mariza Teixeira, Wilma Leal, Dalberto Louback e Eduardo Marchetti (Friburgo), além dos representantes do Bradesco, Raphael Pelisson Sorge e seu assessor, Patrick Francisco de Carvalho.

Max Bezerra, Diretor para os Bancos Privados da Fetraf RJ/ES, representou a entidade.

“A Federação cobrou responsabilidade social e uma posição do banco para rever as demissões que estão sendo realizadas, já que as funcionárias e funcionários são os principais responsáveis pelos lucros das instituições financeiras.”, declarou Max, que avaliou como produtiva a reunião.

Os Sindicatos dos Bancários presentes apresentaram diversas demandas que afligem suas regiões, como: demissões, plano de saúde, incorporações de agências próximas, adoecimento de funcionários e certificações.

Nilton Damião Esperança, Presidente da Fetraf RJ/ES, falou da importância do encontro: “Além desta proveitosa reunião, muito bem conduzida pelo Diretor de Bancos Privados e os respectivos presidentes dos Sindicatos envolvidos, além dos dirigentes da nossa Federação, estamos mantendo contato com os representantes do banco para uma futura reunião na Fetraf RJ/ES, onde iremos continuar o debate sobre os assuntos tratados. Não é possível que um banco, que possui um lucro exorbitante, não dê valor a seus funcionários, que são os responsáveis por estes lucros”.

O banco ficou de analisar caso a caso e afirmou que está sensível a todos os questionamentos apresentados. Também deixou um canal aberto para a comunicação entre as partes.

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Caixa acata decisão da justiça em ação do Sindicato dos Bancários/ES para cessar designação de caixa-minuto

Em setembro de 2017, o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo, filiado à Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro dos Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Fetraf-RJ/ES), ingressou com uma Ação Civil Pública (ACP Nº 0001368-22.2017.5.17.0011) na Justiça do Trabalho contra a designação de caixa-minuto. Em outubro de 2018, os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-17ª Região) decidiram que designação de caixa-minuto era ilegal e deveria cessar imediatamente. “(…) por maioria, dar provimento para declarar a ilegalidade do normativo interno que estabelece a designação por minuto para o exercício das funções de caixa, ou seja, o RH 184 – versão 033, determinando que o reclamado [Caixa] se abstenha de tais designações, sob pena de multa diária de R$ 100,00 (cem reais) por dia e por empregado”, determinou o acórdão do TRT.

Apesar do advogado da Caixa ter feito a sustentação oral e o acórdão ter sido publicado no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT), o banco só oficializou nesta quarta-feira, 1 de janeiro de 2023, aos empregados, que a Caixa, por força de determinação judicial, vai se abster de efetuar designações de caixa-minuto. Para justificar o lapso temporal de mais de quatro anos para cumprir a decisão, a Caixa alegou que não havia sido notificada. A Caixa recorreu da decisão do TRT e o processo aguarda julgamento no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Defesa dos trabalhadores

Lizandre Borges, que está à frente da Secretaria Jurídica do Sindibancários e é integrante do Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE-Caixa), explica que o Sindicato decidiu entrar com a ação para defender os direitos dos empregados e das empregadas que estavam sendo violados pelo normativo da Caixa. “A designação por minuto implica em perdas financeiras, além de ser nula do ponto de vista do encarreiramento do trabalhador, uma vez que o desempenho da função não soma pontos para o score do empregado. Sem contar que o arranjo, bastante conveniente ao banco, precariza a atividade profissional desse empregado, ao mesmo tempo em que desvaloriza o caixa efetivo”. Embora provisória, Lizandre diz que o Sindicato comemora a decisão da Justiça. “É importante que a Justiça tenha reconhecido a ilegalidade que estava sendo cometida contra os empregados. Embora tardia, a Caixa faz agora o que se espera de uma empresa legalista: primeiro cumpre-se a decisão, depois recorre-se”, afirma a dirigente.

Execução provisória

Ao entrar com ação, em 2017, o juiz de 1ª instância negou o pleito do Sindicato, entendendo que a designação de caixa-minuto era legal. O Sindicato recorreu da decisão que foi analisada na 2ª instância por um colegiado. Por maioria, os desembargadores divergiram do entendimento da decisão inicial, e decidiram que a designação de caixa-minuto era ilegal.

Como a Caixa não cumpriu a decisão, apesar do acórdão ter sido publicado em outubro de 2018, o Sindicato decidiu recorrer ao art.899 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que prevê a execução provisória da sentença trabalhista. Em fevereiro do ano passado, há exato um ano, o Sindicato entrou com a ação de execução provisória (Nº 0000104-06.2022.5.17.0007) para interromper a designação de caixa-minuto. “Como a decisão do TST pode demorar meses ou mesmo anos, recorremos à execução provisória para obrigar a Caixa a cumprir a decisão de imediato. Consideramos que o caminho jurídico foi acertado, porque cessamos a violação do direito e asseguramos que os empregados, doravante, exerçam a função de caixa somente por designação por prazo”, ressalta Lizandre.

Saiba quais foram os argumentos do Sindicato apresentados à Justiça

Para convencer a Justiça que a designação de caixa-minuto é ilegal, saiba quais foram os principais argumentos apresentados pela assessoria jurídica do Sindicato à Justiça do Trabalho:

  • serviços de caixa são de alta responsabilidade, mas a Caixa quer transformar estes serviços em aleatório e acidental, lembrando que os trabalhadores que exercem a função de caixa recebem treinamento próprio, sendo capacitados para detectar fraudes e falsificações, enquanto que os trabalhadores que executam as mais diversas atividades e que, pela nova regra, estão sujeitos a serem interrompidos a qualquer momento para ir para o caixa, expõem-se ao risco de “cobrir” diferenças, além de comprometer a própria qualidade e regularidade do serviço;
  • a Caixa considera como desfalque a diferença de caixa não reposta em 48 horas e não reconhece a proporcionalidade do adicional de periculosidade, sendo que o empregado, ao assumir as atividades de caixa, está exposto ao risco extremo da atividade de caixa, que não deve ser repassado para os empregados;
  • a designação por minuto é ilegal porque quebra o necessário equilíbrio das prestações do contrato de trabalho, sujeitando aos riscos inerentes às atividades de manuseio de numerário e autenticação de documentos próprios dos caixas e caixas de posto de venda, trabalhadores que não exercem essas funções de forma habitual, sem treinamento específico, com maior dificuldade de se concentrar nesse serviço eventual, por terem a atenção necessariamente voltada para seus afazeres ordinários, o que fere os arts. 2º, 447, 456, § único, e 468 da CLT.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Espírito Santo